Nascido em Uberaba, MG, o mecânico Alfredo Moser criou um modelo de lâmpada ecoeficiente, para o dia, que ganha cada vez mais adeptos ao redor do mundo. Sua invenção, feita em 2002, consiste de uma lâmpada feita com uma garrafa plástica pet, água e uma pequena quantidade de cloro.

Conhecida como “luz engarrafada”, a engenhoca funciona pela refração da luz solar dentro da garrafa cheia d’água. “Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde. Quanto mais limpa a garrafa, melhor”, disse Moser a reportagem da BBC Brasil.

Para instalar a invenção, basta fazer um buraco na telha da cobertura de residências térreas com uma furadeira. Neste espaço, deve-se, então, encaixar a garrafa cheia d’água, de cima para baixo. “Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota”, explica o mineiro, que esclarece, ainda, que a tampa deve ser isolada com fita preta.

Enquanto lâmpadas incandescentes comuns gastam energia tanto para serem fabricadas quanto para funcionar, a versão feita com garrafas plásticas não gasta nenhum tipo de energia. Além disso, não emite CO2 quando em funcionamento – a pegada de carbono das lâmpadas comuns é de cerca de 0,42kg de CO2.

Além das casas de vizinhos e até do supermercado do bairro onde mora, a invenção de Moser foi adotada por Illac Angelo Diaz, diretor da fundação de caridade MyShelter, que atua nas Filipinas. Especializada em construção alternativa, a instituição adotou o método de Moser, e começou a fazer lâmpadas em 2011. Desde então, mais de um milhão de pessoas vivem em casas dotadas da “luz engarrafada”, em países tão distintos quanto Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.