Greenpeace diz que Microsoft, BP e Volks impedem avanços ambientais
Artigo original: Engenharia e Arquitetura | Greenpeace diz que Microsoft, BP e Volks impedem avanços ambientais
O Greenpeace aproveitou o encontro empresarial europeu “Europa no mundo: liderando ou atrasando ?”, para ressaltar o papel positivo jogado por algumas empresas e pedir aos demais líderes que sigam o exemplo. Algumas das empresas destacadas pela organização foram Unilever, Danone, Sony, Deutsche Telekom e Allianz, que pediram aos líderes europeus a adoção de compromissos de redução de 30% nas emissões até 2020. Segundo o Greenpeace, apenas com tal medida a Europa poderá disputar a vanguarda por uma economia verde com China e EUA que “já estão investindo de forma considerável em tecnologias limpas”.
Diz a organização, no entanto, que “companhias como Microsoft, BP e Volkswagen continuam a determinar o ritmo da política climática da UE, dificultando os avanços em direção a uma economia verde”. “O setor de negócios tem uma grande influência na classe política e não podemos permitir que sejam os interesses dos setores alinhados aos combustíveis fósseis a marcar a política europeia”, declarou Aida Vila, responsável pela campanha de Mudança Climática do Greenpeace.A executiva da organização ambientalista afirma, ainda, que “é o momento de tomar o exemplo das empresas que utilizam sua influência para impulsionar decisões políticas como a redução de 30% de redução de emissões da UE para 2020, e que não só contribuem para a luta contra as mudanças climáticas, mas também asseguram o salto até a única economia possível no futuro, a economia verde”.
Aumento de 620 bilhões de euros no PIB europeu
No próximo mês acontece a reunião do Conselho Europeu de ministros de Meio Ambiente, quando estará em pauta a discussão sobre a possibilidade de aumentar a meta atual de 20% de redução de emissões até 2020. O Greenpeace sustenta que “diversos estudos têm demonstrado que a adoção de um compromisso europeu de reduzir as emissões em 30% até 2020 além de contribuir para conter as mudanças climáticas, promoveria investimentos em energias limpas na UE, permitindo avançar em direção a uma economia verde e elevar o Produto Interno Bruto europeu em 620 bilhões de euros até 2020″.
No último mês cresceu o número de grandes marcas que têm se posicionado favoravelmente à inovação e ao desenvolvimento verde, pressionando a UE a se comprometer com o objetivo de 30%. Algumas das marcas que se manifestarem foram IKEA, Puma, Mango e Sol Meliá. Apoiado neste movimento o Greenpeace está incentivando demais empresas a se manifestarem publicamente por um sistema produtivo e econômico que assegure a competitividade da UE dentro de uma estratégia de levar a um compromisso internacional de redução de 40% das emissões que, segundo ele, é condição imprescindível para manter o crescimento da temperatura global abaixo dos 2ºC.