Por Lilian Primi, para Arquitetura & Construção – 02/2012, publicado em Planeta Sustentável 

Nada melhor que reduzir o orçamento doméstico sem perder conforto e ainda preservar a natureza. Cada vez mais eficientes e acessíveis, os coletores solares geram calor e economizam energia elétrica e gás. Eles duram cerca de 15 anos e o investimento se paga em dois. Escolha o seu!

Que tal levantar a bandeira de defesa do meio ambiente e enxugar a conta de luz em 30%? Em média, essa é a redução de gastos com eletricidade nas residências equipadas com coletores solares. Limpa, gratuita e infinita, a energia térmica proveniente do Sol está afinada com a busca por sustentabilidade – uma das grandes questões contemporâneas. Até o final do primeiro semestre de 2011, o Brasil tinha mais de 6,6 milhões de m² de coletores instalados, capazes de gerar 4 mil mw – número equivalente a 30% da capacidade instalada da Usina de Itaipu.

No ano passado, o setor cresceu 21,1%. “O aumento nasceu com a onda verde, mas foi potencializado pelo apagão energético de 2001”, explica Délcio Rodrigues, diretor do Instituto Ekos. A boa notícia é que esse fortalecimento do mercado alavancou o desenvolvimento tecnológico dos equipamentos. E o consumidor só tem a ganhar. “Os equipamentos high-tech são capazes de esquentar a água até 90 ºC. Isso permite reduzir o tamanho do reservatório e a área de coleta”, assinala o engenheiro elétrico Douglas Messina, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).

Hoje, para muitos arquitetos, como Paula Sauer, de Campinas, SP, a criação de projetos com aquecimento solar já virou rotina. “Uso em 99% das construções”, revela. “Na maioria das vezes, o pedido vem do próprio cliente.” Comprar o modelo certo é uma tarefa simples, porém, prefira contar com a ajuda de um técnico especializado no assunto para dimensionar o número de coletores de acordo com o consumo de água da residência e a quantidade de pontos a receber o aquecimento – e para especificar as distâncias corretas entre todas as peças no telhado.

A mão de obra é disponibilizada pelos próprios fornecedores, que também se encarregam da manutenção. “Já dispomos de coletores de vários tipos e preços, com ótimo desempenho”, diz Marcelo Mesquita, do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), vinculado à Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). Veja a seguir o que você precisa saber antes de comprar um deles – e eleja apenas os certificados.

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO

No Brasil, existem 37 normas que incentivam o uso de aquecedores solares. Das 26 que já entraram em vigor, apenas duas esperam regulamentação. Boa parte delas, como a no 14 459, em vigor na cidade de São Paulo desde 2003, obriga a adoção do sistema nas novas edificações com mais de três banheiros. Algumas leis estaduais preveem também incentivos por meio de isenções fiscais. Além disso, existem 30 projetos em tramitação no país. O mais abrangente está sendo avaliado na Câmara dos Deputados e prevê deduções no imposto de renda que vão de 25 a 100% do investimento em equipamentos de aquecimento solar para pessoas físicas e jurídicas na compra de bens e serviços. No site da entidade Cidades Solares, ligada à Abrava, veja a lista das aprovadas ou em tramitação.

 

 

SISTEMA COM TERMOSSIFÃO

 

SISTEMA COM BOMBA E SISTEMA A VÁCUO

 

 

Artigo original: Blog do Macêdo – Arquitetura e Sustentabilidade | Viver com sol