TETO - Arquitetura Sustentável

Conheça casos de brasileiros que produzem a energia que consomem

 

O Ceará é o estado que mais produz energia eólica.
Em Santa Catarina, surge o primeiro condomínio do Brasil com usina geradora.

 

Aline Oliveira e Vladimir NettoCeará e Florianópolis

 

Já tem muito brasileiro investindo na geração de energia para consumo próprio, o que pode render uma boa economia no fim do mês. O Jornal Hoje mostra quais são os caminhos para quem quer aproveitar o sol e o vento para lucrar.

O Ceará é o estado que mais produz energia eólica. As condições favoráveis incentivam grandes e também micro geradores. O contador Clayton Mello investiu R$ 32,5 mil, mas espera recuperar o dinheiro em oito anos. Além de produzir eletricidade para a casa, o equipamento fornece o que sobra para a empresa distribuidora de energia. A conta de luz caiu pela metade. “Me chamou a atenção por ser algo diferente, inovador”, conta.

Clayton tem planos de gerar 100% da energia que ele consome na casa dele. O próximo passo é aproveitar também o sol, que no Ceará brilha quase o ano todo. Ele vai instalar painéis no telhado de casa para captar a luz e gerar energia solar, uma experiência que já é feita por moradores de Florianópolis.

Em Santa Catarina, está surgindo o primeiro condomínio de casas do Brasil com uma usina geradora. São 28 placas que fornecem 90% da eletricidade que é consumida nas áreas comuns do condomínio. O que sobra, já é repassado para o sistema de energia elétrica que alimenta o bairro.

Este é só o começo. Na região, todas as casas têm que produzir energia a partir do sol. “Gera economia, gera até uma gratificação em fazer algo novo, algo diferente. Pra que gente possa garantir às futuras gerações uma nova opção”, comemora Luiz Marchi, idealizador do projeto.

Para instalar uma usina em casa, é preciso chamar uma empresa especializada e definir o projeto de acordo com a necessidade do imóvel. A empresa cuida da instalação e da ligação com a rede elétrica, mas a concessionária tem que aprovar e vistoriar tudo.

O preço de instalação varia de acordo com o projeto. Em uma casa de classe média, com quatro pessoas, pode custar de R$ 10 mil a R$ 20 mil. A média do retorno do investimento é de oito anos.

O número de usinas geradoras próprias no Brasil ainda é muito pequeno. O crescimento desse mercado esbarra em problemas como a falta de financiamento e a cobrança de muitos impostos. Porém, os empresários do setor apostam que esse cenário vai mudar radicalmente nos próximos anos. “Com certeza a energia solar vai ser a grande energia do futuro”, prevê o empresário Rodolfo Pinto.

Produzir energia e ganhar um desconto na conta é uma possibilidade que surgiu há um ano, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica definiu as regras para conectar as placas solares e hélices privadas na rede de distribuição.

Para o professor Ricardo Ruther agora é o momento de estimular o uso de energias renováveis no país e criar uma política de incentivo: “Que o Brasil resolva que energia solar nos telhados das residências ou nos comércios, ou das indústrias, seja uma política de estado. Que o governo realmente estimule isso e coloque mecanismos de financiamento à disposição da população”.

A Aneel diz que essa questão já está na pauta do Governo. A expectativa é que, com a criação de uma linha de financiamento e a redução de impostos, os pontos de geração própria se multipliquem nos próximos anos. “Nós vamos ter nos próximos cinco anos, pelo menos, 30 mil pontos. A gente pode chegar a pelo menos 20% da matriz energética brasileira ser suprida por geração distribuída, a exemplo do que hoje é na Alemanha”, analisa Carlos Alberto Mattar, superintendente de serviços de regulação de energia da Aneel.

 

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/02/conheca-casos-de-brasileiros-que-produzem-energia-que-consomem.html

Primeiro jardim vertical empena cega da América Latina

 

 

Quem passar pelo Elevado Costa e Silva, em São Paulo, mais conhecido como Minhocão, pode conferir de perto o primeiro jardim vertical em empena cega da América Latina.

Idealizado pela Absolut, Escola SP e Movimento 90°, o projeto tem como proposta transformar o centro degradado da capital paulista e incentivar o processo criativo.

 

 

Além de transformar o contexto urbano, o projeto atua como filtro de gases poluentes, isolante térmico e acústico, contribui para aumentar a umidade do ar e a biodiversidade.

Com estrutura simples, a área de 220m² foi construída com material reciclado e placas revestidas de dupla camada de feltro, para o plantio da vasta gama de espécies de epífitas e litófitas. Ao todo são 19 tipos de plantas escolhidas de acordo com a absorção da poluição e o comportamento no ambiente.

 

 

O espaço vertical também oferece uma exposição de arte a céu aberto, desenvolvida pelos alunos da Escola São Paulo. O software Processing capta os sons e ruídos do Minhocão transformando-o em arte. A intervenção artística também ocupa um espaço de 220m², totalizando o projeto em 440m².

“Pretendemos que essa ação marque o inicio de uma transformação. O Elevado Costa e Silva é um símbolo de degradação urbana, de abandono e é também um dos lugares de maior concentração de empenas cegas, em São Paulo. É um marco instalar lá o primeiro jardim vertical em empena cega da América do Sul, mostrando que todas aquelas paredes podem ser jardins e que o entorno do Minhocão pode se tornar um pulmão para o centro da cidade”, afirma Guil Blanche, Diretor Executivo do Movimento 90°.

 

Para manutenção, um sistema automatizado de irrigação e fertilização foi instalado. Segundo o estudo divulgado pela Universidade de Birmingham, o jardim pode reduzir em até 30% a poluição no entorno do projeto.

O Jardim Vertical por Absolut teve a participação de aproximadamente 100 voluntários e seis artistas.

 

Fonte:

http://blogneobambu.com/?p=3427

SISTEMA BIDIRECIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA_GERANDO CRÉDITO PARA O CONSUMIDOR

Morador do DF produz energia em casa e vende parte à rede pública

 

Servidor público foi o 1º a instalar sistema bidirecional na capital federal.
Medida, regulamentada em 2012, permitiu a ele redução de 70% na conta.

Raquel MoraisDo G1 DF

O servidor público Carlos Eduardo Tiusso ostenta orgulhoso um “título” importante: ele é o primeiro morador de Brasília a adotar o sistema de medição bidirecional de energia domiciliar. Na prática, isso significa que Tiusso produz a energia que consome e o excedente ele vende à rede de energia. No fim do mês, ele consegue um desconto de até 70% na conta de luz.

 

Painel solar instalado na casa do servidor público Carlos Eduardo Tiusso, em Brasília (Foto:  Carlos Eduardo Tiusso/Divulgação)
Painel solar instalado na casa do servidor público Carlos Eduardo Tiusso, em Brasília (Foto: Carlos Eduardo Tiusso/Divulgação)
Nesses dias de intenso calor, momento em que a rede pública está mais saturada, fornecendo energia para todos aqueles que estão utilizando aparelhos de ar-condicionado, é exatamente o momento em que o sistema [instalado em casa] está gerando mais energia e a injetando na rede pública”
Carlos Eduardo Tiusso, que produz energia em casa e devolve à rede pública o excedente não consumido

Ainda pouco difundida, a proposta amplia os benefícios para quem usa alguma fonte geradora de energia em casa, como a solar, permitindo que o cliente tenha o controle do que produziu, não consumiu e forneceu à rede e, assim, tenha abatimento nas despesas.

A situação foi regulamentada pela Aneel em abril de 2012 e parte do pressuposto de que quem gera energia em casa compartilha o excedente com a rede pública. Os equipamentos instalados na casa do consumidor permitem medir a energia gerada pelas placas e a que ele entrega à rede de clientes da região. A diferença corresponde ao que ele usou.

Então, duas coisas são analisadas: primeiro, a soma entre o que foi fornecido pela companhia energética para a casa e o quanto o cliente usou da energia gerada na própria residência; segundo, a quantidade de energia excedente que ele entregou à rede. Caso ele consuma mais energia do que produziu, paga a diferença. Se a produção for maior do que o consumo, ele fica com crédito para as contas futuras.

O servidor público mora em uma casa de 430 m² no Jardim Botânico. São quatro suítes, para dois adultos e duas crianças. A adesão ao sistema custou R$ 16,5 mil e levou sete meses para ser concluída. No período, Tiusso precisou levar certificados internacionais e outros documentos comprovando a eficiência do projeto. A expectativa é de que o investimento tenha retorno em oito anos e de que a vida útil do sistema seja de 30 anos.

De acordo com Tiusso, a adesão dele ao novo sistema ocorreu por três motivos: financeiros, ambientais e de eficiência energética. “Nesses dias de intenso calor, momento em que a rede pública está mais saturada, fornecendo energia para todos aqueles que estão utilizando aparelhos de ar-condicionado, é exatamente o momento em que o sistema [instalado em casa] está gerando mais energia e a injetando na rede pública”, afirmou.

Segundo a Companhia Energética de Brasília, a Embaixada da Itália também aderiu ao novo sistema. Além disso, um morador do Lago Sul apresentou proposta recentemente para instalar os equipamentos na casa dele.

 

Fonte:

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/02/morador-do-df-produz-energia-em-casa-e-devolve-parte-rede-publica.html

PAINÉIS DE MADEIRA LAMINADA COMPÕEM A MAIOR COBERTURA DE MADEIRA DO BRASIL

La Guarda Low, Carpinteria e Moretti Interholz: Cobertura do Shopping Iguatemi, Fortaleza

 

INOVAÇÃO EM MADEIRA

 CONSTRUÇÃO SOBRE A PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO DO SHOPPING IGUATEMI DE FORTALEZA

No último andar do futuro Shopping Iguatemi de Fortaleza, projetado pelo escritório americano La Guarda Low, será construída a maior cobertura de madeira do Brasil, que totaliza 4,5 mil metros quadrados. Para realizar tal façanha, 1,2 mil metros cúbicos de madeira laminada colada (MLC) de abeto foram transportados por contêineres do porto de Gênova, Itália, onde as estruturas foram préfabricadas, até a capital cearense.

Provenientes de áreas de reflorestamento da Áustria, os painéis de MLC formarão uma cobertura curvilínea, com um vão livre de 48 metros, sobre a praça de alimentação do centro comercial e foram escolhidos, frente a madeira maciça, por apresentarem uma solução mais adequada à tipologia.

“Só com a tecnologia da MLC, que possui lâminas finas que podem ser curvadas e coladas entre si, é que foi possível produzir tais peças. E com a leveza e esbeltez que só a madeira poderia proporcionar”, afirma o engenheiro Alan Dias, responsável pela obra.

 

Em certos pontos, a cobertura apresenta curvas voltadas para duas direções opostas, o que forma arcos de sustentação e passagem, além de conferir um efeito de fluidez ao seu topo treliçado. Para proteger a estrutura das adversidades climáticas, a estrutura será coberta por uma manta de policarbonato alveolar especialmente criada o projeto, onde camadas difusoras e refletoras dos raios ultravioleta serão instaladas a fim de administrar a temperatura do ambiente.

Coordenada pela empresa brasileira Carpinteria Estruturas de Madeira e a italiana Moretti Interholz, a montagem do volume possui peculiaridades, como a aplicação, sob imersão, de um cupinicida produzido especialmente para a obra, além do uso do stain, um produto hidrorrepelente, que também funciona como filtro contra raios ultravioleta.

Para realizar a ligação dos painéis de madeira, chapas de aço galvanizado foram projetadas em computador e recortadas a laser a fim de garantir a precisão dos elementos metálicos. “As peças de aço contam com espessuras variando entre 3/16” a 1/4”. Também utilizamos pinos metálicos e parafusos passantes com porca e arruela na montagem. No final, não se vê nenhuma das chapas, pois elas ficarão embutidas dentro da madeira”, explica Dias.

Com peças de madeira curvilíneas de até 20 metros de comprimento e dimensões de 0,2 metros por 1,4 metros, as vigas de sustentação serão travadas a fim de evitar a flambagem lateral da madeira. A ação dos ventos, intensificada pela altura da construção, será combatida com contraventamentos de cabos de aço, garantindo a conservação da estrutura.

Contando com uma equipe de montagem dividida entre brasileiros e italianos, a obra está prevista para ser entregue em meados de junho, apenas cinco meses após o início do processo de montagem.

 

 

 

 

Ficha TécnicaCobertura do Shopping Iguatemi Fortaleza
Local 
Fortaleza, Ceará
Data de início do projeto 2013
Data de término do projeto 2013
Contratante Calila Participações
Uso Praça de alimentação
Superfície coberta 4.500 metros quadrados
Projeto arquitetônico La Guarda Low Architects
Cálculo Estrutural Carpinteria Estruturas de Madeira e Moretti Interholz
Montagem Carpinteria Estruturas de Madeira e Moretti Interholzfonte: http://arcoweb.com.br/noticias/arquitetura/guarda-low-carpinteria-moretti-interholz-cobertura-shopping-iguatemi-fortaleza?utm_source=Edicao14021&utm_medium=140212&utm_campaign=NewsletterARCOweb

TELHADOS VERDES PELO MUNDO

Extraordinary Gardens In the Sky: Putting Green Space On Your Roof

With our current obsession with green roofs, urban farms, and skyscraper beekeeping, it’s easy to forget that plopping some vegetation—or animal life—on top of our buildings is actually an age-old practice.

Indeed, roof top gardens have been adding vitality, warmth, and sustenance for urban dwellers since 400 B.C., when ancient Mesopotamians would grow plants on the roofs and terraces of their ziggurats. These massive stone buildings featured no interior rooms, and the foliage provided much-needed shelter from the sun.

 

 

Villa of Mysteries, Pompeii, Italy

The Romans also incorporated gardens into their architecture. The Villa of Mysteries, at the edge of Pompei, provides an illustration of a typical Roman building, with its U-shaped floor plan and a raised planted terrace surrounding the main building. This terrace garden provided the villa’s inhabitants with an outdoor living area, and is an early example of the fluidity between interior and exterior spaces.

Roof gardens again flourished in the mid-20th century as a key aspect of modernism. Le Corbusier’s Five Points encapsulated this trend, with its incorporation of a flat roof with a garden. The flora on the roof replaced the terra firma lost in the building footprint and brought the natural world into the building design.

Now, as cities become more and more vertical and our populations ever denser, the rooftop garden is perhaps more popular than ever, providing more outdoor space, insulation, durability, and beauty to our landscapes and homes. Here are examples of contemporary green roofs that illustrate this feature’s perennial popularity.

 

 

 

 

The CottageGray Organschi Architecture, US

 

 

 

 

Cuny HouseGuz Architects, Singapore

 

 

 

 

 

 

Mill Valley CabinsFeldman Architecture, Mill Valley, US

 

 

Jayampathi Aluvihare HouseChanna Horombuwa, Kandy, Sri Lanka

 

 

 

 

2 Bar House, Menlo Park, US

 

 

 

 

 

 

Sky Garden HouseGuz Architects, Sentosa Island, Singapore

 

 

 

 

 

 

Villa RondeCiel Rouge Creation, Japan

 

 

House on the Hill / Casa en el CerroMiguel Barahona and PYF Arquitectura, Spain

 

 

 

 

8 House, BIG – Bjarke Ingels Group, Copenhagen, Denmark

 

 

 

 

Teo MINESDCA: Design Collective Architects, Malaysia

 

 

 

 

Forum HominiActivate Architects, South Africa

 

 

House in CaledonIan MacDonald Architect Inc, Caledon, Canada

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