TETO - Arquitetura Sustentável

Consumo sustentável e a obsolescência programada

Enviado por luisnassif, sab, 16/06/2012 – 15:32

Por Assis Ribeiro

Da Carta Maior

Produção e consumo sustentáveis: pelo fim da obsolescência programada

A Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong) e o Insituto de Defesa do Consumiodor (Idec) promovem dia 22 de junho, às 13h, um debate na Cúpula dos Povos sobre “Produção e consumo sustentáveis: pelo fim da obsolescência programada”. Além do debate, será exibido o documentário “Comprar, tirar, comprar – The Light Bulb Conspiracy”, da diretora Cosima Dannoritzer.

Apesar de todo o avanço tecnológico, que resultou na criação de uma diversidade de materiais disponíveis para produção e consumo, por que hoje nossos eletrodomésticos são piores, em questão de durabilidade, do que há 50 anos? Os produtos são fáceis de comprar, mas são desenhados para não durar, e o consumidor sofre para dar a eles uma destinação final adequada. Esta realidade e as medidas concretas que governos e empresas precisam implementar para mudá-la estarão em debate no evento “Produção e consumo sustentáveis: pelo fim da obsolescência programada”.

A atividade, organizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec e pela Abong, acontece em 22/6, das 13h às 15h, na Tenda Ágora Ambiental (no Museu da República), como parte da programação da Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental. Além do debate, será exibido o documentário “Comprar, tirar, comprar – The Light Bulb Conspiracy”, da diretora Cosima Dannoritzer. O filme conta a história de como a indústria tem trabalhado nos últimos 100 anos para promover o aumento do consumo com a oferta de produtos de qualidade inferior (veja vídeo acima).

Para a pesquisadora do Idec, Adriana Charoux, o evento tem como objetivo organizar uma frente da sociedade civil para pressionar a mudança dos padrões de produção e consumo, de forma a diminuir o descarte desnecessário de toneladas de lixo eletrônico e tóxico no planeta – exigência esta que está descrita na Plataforma dos Consumidores pelo Consumo Sustentável para a Rio+20. “As empresas precisam assumir sua responsabilidade dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, enfatiza Charoux.

Ressalte-se que a humanidade já está consumindo 30% a mais do que o Planeta é capaz de repor e temos que reduzir em até 40% as emissões de gases de efeito estufa para que a temperatura não suba mais do que 2ºC. Diante da necessidade de promover uma revolução nos padrões de produção e consumo, é preciso que o Estado regule, fiscalize e induza estes novos padrões e que as empresas tenham transparência, garantindo ao consumidor acesso à informação e assumam a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos, visando o desenho adequado dos produtos e suas embalagens e o fim da obsolescência programada.

Veja a matéria no vídeo abaixo:

 

Asfaltos ecológicos ganham força na Europa

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Asfaltos ecológicos estão em alta na Europa / Foto: Agência EFE

Cada vez mais cidades em todo mundo aderem à soluções que buscam reduzir as emissões de gases tóxicos à atmosfera. A “estrada verde” é uma destas soluções que estão em forte evidência na Europa.

A capital espanhola, Madri, entrou na onda e fez seu primeiro teste com o noxer, um óxido de titânio que absorve a fumaça dos tubos de descargas dos automóveis. Ele funciona como um fotocatalizador que utiliza a luz do sol para reter no asfalto os óxidos de nitrogênio, tão nocivos ao ser humano.

Blocos de noxer pavimentaram diversas cidades no Japão e o primeiro teste foi realizado em Osaka,no ano de 1997. Outras cidades européias como Londres, Paris e Milão também já usaram o produto em caráter experimental. Madri é a primeira cidade espanhola a provar suas qualidades. De acordo com cientistas, onoxer é capaz de absorver 90% das impurezas dos automóveis em dias de sol forte. Quando nublado, é capaz de reter até 70%.

Como funciona

A capa de noxer é aplicada sobre o asfalto e entra em ação quando está em contato com raios ultravioletas. Seu efeito permite que os gases emitidos pelos automóveis sofram uma reação química e fiquem presos na superfície do asfalto.
Basta uma chuva ou lavagens das ruas para limpar os resíduos dos gases fazendo que eles descem pelo esgoto e não subam para atmosfera. Em seguida, o noxer já está pronto para funcionar em sua potência máxima.

Minimizar o ruído

Além de evitar as emissões de gases, os espanhóis querem também diminuir a poluição sonora das ruas. Uma mescla de asfalto com a borracha de aproximadamente 41 mil pneus reciclados garantirá a redução de três a cinco decibéis do nível de barulho produzidos pelos automóveis. Desde 2003, já foram instalados um milhão de metros quadrados de asfalto anti-ruído.

Segundo a prefeitura de Madrid, as atualizações no sistema de pavimentação não só determinou a modernização das ruas e calçadas como também permitiu que a cidade agora tenha asfaltos mais sustentáveis, o que é melhor para o meio ambiente e principalmente para seus cidadãos.

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Árvore Solar é o destaque da design Vivien Muller

 

 
Peça une beleza e sustentabilidade/Fotos: Divulgação

Há algum tempo diversas pesquisas têm sido desenvolvidas pensando na melhor maneira de utilizar as placas de energia solar fotovoltaica. Esses equipamentos são capazes de captar a energia solar e transformá-la em energia elétrica, que pode ser armazenada e utilizada em inúmeras ocasiões. De grande utilidade e capaz de trazer benefícios práticos e ambientais, o design dessa placas nunca foi seu grande atrativo. Isso mudou com a criação da Árvore Solar (Solar Tree), desenvolvida pela design francesa Vivien Muller.

Com o formato de um bonsai, a árvore possui 54 células fotovoltaicas no lugar das folhas. Essas células captam a energia solar e transformam o objeto em uma bela opção para carregar os aparelhos eletroeletrônicos, como iPods e celulares. Os “galhos” são desmontáveis e podem ser armados de diferentes formas, variando de acordo com o gosto do dono ou a disposição do sol.

A árvore foi desenvolvida com o intuito de homenagear o processo de fotossíntese, e o melhor, não precisa de água. Uma excelente opção para aqueles que não se lembram de regar as plantas ou que se interessam por idéias capazes de unir design e sustentabilidade.

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Falta de investimento atrasa energia eólica nos EUA

A produção de energia eólica nos Estados Unidos, segundo maior produtor mundial de eletricidade gerada pelo vento, está sendo prejudicada pela falta de estrutura no seu sistema de distribuição da energia. Quem faz a afirmação é o governador do estado do Novo México, Bill Richardson, que compara o sistema norte-americano de distribuição de energia eólica ao de um país do terceiro mundo. Além dele, inúmeros políticos e produtores reclamam da escassez de recursos e investimentos para produção e ampliação das redes de distribuição da energia, que representa hoje, 1% de toda a eletricidade consumida no país.

Com o problema, o sonho da substituição dos recursos fósseis pelos renováveis fica ainda mais distante, apesar de todas as facilidades na captação da energia limpa. Sem a ampliação, a redes de distribuição estão congestionadas e algumas linhas de eletricidade regionais como a de Maple Ridge (Ohio) foram forçadas a encerrar sua produção, mesmo com a grande quantidade de ventos na região.

Segundo especialistas, o sistema de distribuição nos Estados Unidos foi concebido há mais de cem anos com o intuito de reduzir os apagões e distribuir a energia entre pequenas regiões. Assim os planos como o do estado de Nova York, de quintuplicar sua produção de energia eólica, tornam-se impossíveis.

Especialistas acreditam que produção de energia eólica pode chegar a fornecer até 20% de todo o consumo de energia norte-americano, porém a falta de uma proposta que vise ampliar estas redes de distribuição dificulta futuros projetos. Segundo Gabriel Alonso, chefe do departamento de desenvolvimento de energia eólica do estado do Horizona, algumas turbinas poderiam produzir 50% a mais de energia que as utilizadas atualmente. “Porém elas ainda não foram construídas porque não há como levar essa energia aos grandes centros”, afirma.

Em Washington, a limitação do sistema de distribuição de energia já é um velho conhecido dos políticos, porém pouco progresso foi feito na tentativa de solucionar o problema. Dados federais indicam que a produção cresce quatro vezes mais que o sistema de distribuição da energia e se houver qualquer intervenção nas linhas de distribuição, que são compartilhadas por inúmeras companhias, Estados e proprietários, esta se tornará motivo de grandes disputas.

“Sem o investimento do governo federal, que não estabelece bons mecanismos reguladores e que basicamente não toma posição quanto a nada, exceto ao que se refere a perfurações e combustíveis fósseis, a rede não foi modernizada, especialmente a da energia eólica”, diz Bill Richardson. Ele não é o único a discordar do descaso do governo dos EUA. Especialistas afirmam que caso não solucionem o problema da distribuição da energia, o uso efetivo do poder do vento em larga escala permanecerá sendo um sonho para muito americanos.

Com informações do NY Times.com

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Mini casas: um novo conceito em moradia sustentável

Pensando em reduzir os impactos ambientais causados por residências tradicionais e em evitar o acumulo de coisas inúteis que guardamos se guarda nos lares, o americano Jay Shafer construiu uma tiny house ou casa minúscula, de apenas 32m2. Jay, que criou seu primeiro projeto em 1997, acredita que mais que uma moradia, as tiny houses são um estilo de vida.

Essas estruturas de casa já fazem parte de um movimento que acredita que nem sempre “quanto maior, melhor”. Para Jay, que é dono de uma empresa construtora das mini-casas, a Tumbleweed, a decisão de morar em um espaço tão pequeno partiu de idéia sua idéia sobre os impactos que uma casa grande causaria ao meio ambiente. Outro fator decisivo foi a vontade de se desfazer de espaços que não eram e que nunca seriam utilizados. “Minhas casas se encaixaram em todas as minhas necessidades domésticas sem precisar de muito para sua manutenção”, diz ele.

Dessa forma, aqueles que resolvem aderir ao movimento consideram que as casas devem ser menores e adaptadas às reais necessidades da família, sem desperdícios e espaços mal utilizados. “Os adeptos usam uma praça da cidade como seu jardim, usam bancos nas ruas como sala de leitura, encontram-se com os amigos em bares, cafés. As tranqueiras que costumam ocupar um único cômodo numa casa, por exemplo, deixam de existir. Passam a não juntar inutilidades e aprendem a abrir mão de roupas, utensílios, CDs, DVDs e livros que não vão usar mais”, analisa a blogueira Caroline Rodrigues, que já pensa em aderir ao movimento.

Foto: The Olympian

Outra vantagem das tiny houses é o seu baixo custo. Com $10.000 é possível construir uma casa de 28m2. Quem fez isso foi a jornalista americana Dee Williams, que ainda utilizou materiais reciclados e instalou painel solar e banheiro orgânico na mini residência, diminuindo ainda mais seus impactos ao meio ambiente. Os custos de manutenção dessas casas também são muito baixos. Dee afirma gastar apenas $6 por mês com eletricidade. “Tudo por uma vida mais simples, com mais tempo e dinheiro. Eu não tenho uma hipoteca nem grandes contas a pagar”, afirma.

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