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Rio+Social será transmitido ao vivo hoje

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Aproveitando o gancho da Rio+20, acontece amanhã, na Barra, um dos mais importantes encontros de tecnologia, mídias sociais e líderes globais da história das Nações Unidas. O nome do evento é Rio+Social e promete um debate quentíssimo com personalidades influentes de diversas nacionalidades que vão instigar discussões entre o público ao vivo no Rio de Janeiro e milhares de pessoas conectadas em tempo real via Livestream, Twitter, Facebook, Instagram e outras redes.

O tema do encontro é o impacto que as tecnologias e mídias sociais podem provocar nas questões de sustentabilidade, como aquelas que estão sendo discutidas durante a Rio+20, como energia, cidades, empregos, alimentos, água, mulheres, saúde, oceanos e desastres. Está sendo organizado pela Fundação das Nações Unidas e conta como parceiros, a empresa de telecomunicações Ericsson, o conglomerado de energia EDP, a agência Live AD, a ONG 92Y, dedicada a cultura e formação de comunidades e os sites Mashable e Planeta Sustentável.

Alguns dos principais palestrantes do Rio+Social:

- Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile; diretora executiva, ONU Mulheres.
- Ted Turner, fundador e chairman da UN Foundation, fundador do canal a cabo CNN e um dos maiores sócios do império da mídia Time Warner.
- Fabien Cousteau, explorador de oceanos e presidente da Plant a Fish.
- Luciano Huck, apresentador de TV; presidente do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias.
- Leonardo Tristão, diretor de negócios do Facebook na América Latina.
- Gro Brundtland, ex-primeira ministra da Noruega, uma das principais líderes mundiais em desenvolvimento sustentável.
- Fábio Barbosa, CEO do Grupo Abril e ex-presidente do Banco Real.

Para quem vai acompanhar a transmissão ao vivo do evento e quiser saber mais informações sobre os palestrantes e a programação, pode consultar o Briefing para Blogueiros. Para divulgar, use a hastag oficial #RioPlusSocial e contribua com sua opinião! O que você tem a dizer?

Para mais informações, acesse o site do evento: rioplussocial.com.br

Rio+20 já tem sucessora da menina que calou o mundo

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Na Eco-92, Severn Suzuki ficou conhecida como a menina que calou o mundo. A canadense, que tinha apenas 12 anos, fez um discurso de 6 minutos para os principais chefes de Estado do planeta que ficou para a história. Agora, 20 anos depois, uma nova Severn vai falar na Rio+20.

A vencedora da competição internacional “Encontro com a História”, promovida por uma ONG, é a neozelandesa Brittany Trilford, de 17 anos. Em um vídeo de 3 minutos intitulado “O futuro que eu quero”, a jovem alerta governos e empresas multinacionais para os riscos do desenvolvimento desenfreado. O discurso foi considerado o melhor por um júri composto por diversos ativistas ambientais, entre eles o ator americano Leonardo DiCaprio, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o ator brasileiro Sérgio Marone.

Em entrevista ao “Hunffington Post”, Severn, agora com 32 anos com uma carreira sólida como bióloga e ambientalista, deu o seguinte conselho a Brittany: “Não tenha medo de dizer a verdade para o mundo. Mais do que nunca, precisamos da voz da juventude para quebrar a justificativa dos que continuam a colocar o lucro à frente da saúde das pessoas, da sustentabilidade e da justiça para o futuro. Lembre-se que você está representando aqueles que não são ouvidos.”

O discurso de Brittany está agendado para acontecer no dia 20 de junho, durante a reunião de cúpula da ONU, onde todos os líderes de Estado estarão reunidos. Veja o vídeo abaixo:

Informações da Folha e UOL.

 

Reciclagem de Entulho

Na maioria das vezes, o entulho é retirado da obra e disposto clandestinamente em locais como terrenos baldios, margens de rios e de ruas das periferias.

 

 

A quantidade de entulho gerado nas construções que são realizadas nas cidades brasileiras demonstra um enorme desperdício de material. Os custos deste desperdício são distribuídos por toda a sociedade, não só pelo aumento do custo final das construções como também pelos custos de remoção e tratamento do entulho.

Na maioria das vezes, o entulho é retirado da obra e disposto clandestinamente em locais como terrenos baldios, margens de rios e de ruas das periferias. As prefeituras comprometem recursos, nem sempre mensuráveis, para a remoção ou tratamento desse entulho: tanto há  o trabalho de retirar o entulho da margem de um rio como o de limparr galerias e desassorear o leito de córregos onde o material termina por se depositar.

 

Reúso de entulho para criação de uma rampa durante a reforma do escritório TETO-Arquitetura Sustentável

 

O custo social total é praticamente impossível de ser determinado, pois suas conseqüências geram a degradação da qualidade de vida urbana em aspectos como transportes, enchentes, poluição visual, proliferação de vetores de doenças, entre outros. De um jeito ou de outro, toda a sociedade sofre com a deposição irregular de entulho e paga por isso. Como para outras formas de resíduos urbanos, também no caso do entulho o ideal é reduzir o volume e reciclar a maior quantidade possível do que for produzido.

A quantidade de entulho gerada nas cidades brasileiras é muito significativa e pode servir como um indicador do desperdício de materiais. Os resíduos de construção e demolição consistem em concreto, estuque, telhas, metais, madeira, gesso, aglomerados, pedras, carpetes etc. Muitos desses materiais e a maior parte do asfalto e do concreto utilizado em obras podem ser reciclados. Esta reciclagem pode tornar o custo de uma obra mais baixo e diminuir também o custo de sua disposição.

Note-se ainda que a demanda por habitação de baixo custo também torna interessante a viabilização de materiais de construção a custos inferiores aos existentes, porém sem abrir mão da garantia de qualidade dos materiais originalmente utilizados. Desta forma, o intuito do estudo, cujos resultados parciais são apresentados aqui, é o desenvolvimento de técnicas que garantam a qualidade de elementos construtivos produzidos com agregado derivado de entulho a custos inferiores aos agregados primários.

Os estudos realizados com vistas ao emprego de agregados de entulho na fabricação de elementos de concreto dentro das condições de fabricação (traços) já utilizados na prefeitura da Universidade de São Paulo permitiram atingir as seguintes conclusões, para as amostras ensaiadas:

  • a reciclagem de entulho para os fins visualizados é viável;
  • os parâmetros de resistência à tração e flexão dos elementos de concreto com entulho são semelhantes e chegam a superar aqueles obtidos para elementos de concreto feitos com agregado primário;
  • os parâmetros de resistência à compressão do concreto de entulho podem atingir valores compatíveis ao concreto com agregado primário.

 

Reciclagem

Apesar de causar tantos problemas, o entulho deve ser visto como fonte de materiais de grande utilidade para a construção civil. Seu uso mais tradicional – em aterros – nem sempre é o mais racional, pois ele serve também para substituir materiais normalmente extraídos de jazidas ou pode se transformar em matéria-prima para componentes de construção, de qualidade comparável aos materiais tradicionais.

É possível produzir agregados – areia, brita e bica corrida para uso em pavimentação, contenção de encostas, canalização de córregos, e uso em argamassas e concreto. Da mesma maneira, pode-se fabricar componentes de construção – blocos, briquetes, tubos para drenagem, placas.

As prefeituras devem iniciar a implantação de um programa fazendo um levantamento da produção de entulho no município, estimando os custos diretos e indiretos causados pela deposição irregular. Com base nestas informações será  possível determinar a tecnologia a ser empregada, os investimentos necessários e a aplicação dos resíduos reciclados.

A reciclagem de entulho pode ser realizada com instalações e equipamentos de baixo custo, apesar de existirem opções mais sofisticadas tecnologicamente. Havendo condições, pode ser realizado na própria obra que gera o resíduo, eliminando os custos de transporte. É possível contar com diversas opções tecnológicas, mas todas elas exigem  áreas e equipamentos destinados à seleção, trituração e classificação de materiais. As opções mais sofisticadas permitem produzir a um custo mais baixo, empregando menos mão-de-obra e com qualidade superior. Exigem, no entanto, mais investimentos e uma escala maior de produção. Por estas características, adequam-se, normalmente, as cidades de maior porte.

A construção civil é atualmente o grande reciclador de resíduos provenientes de outras indústrias. A escória granulada de alto forno e cinzas são matéria prima comum nas construções.

Coleta do Entulho

Para resolver o problema do entulho é preciso organizar um sistema de coleta eficiente, minimizando o problema da deposição clandestina. É necessário estimular, facilitando o acesso a locais de deposição regular estabelecidos pela prefeitura.

A partir de uma coleta eficaz é possível introduzir práticas de reciclagem para o reaproveitamento do entulho. Para cidades maiores, é importante que a coleta de entulho seja realizada de forma desconcentrada, com instalações de recebimento de entulho em várias regiões da cidade.

Em contrapartida, é preciso lembrar que a concentração dos resíduos torna mais barata a sua reciclagem, reduzindo os gastos com transporte, que, em geral, é a questão mais importante num processo de reciclagem. Estabelecer dias de coleta por bairro, onde a população pode deixar o entulho nas calçadas para ser recolhido por caminhões da prefeitura é uma prática já adotada em alguns municípios.

A política de coleta do entulho deve ser integrada aos demais serviços de limpeza pública do município. Pode-se aproveitar programas já existentes ou, ao contrário, a partir do recolhimento de entulho implantar novos serviços como a coleta de “bagulhos” (por exemplo, móveis usados) que normalmente têm o mesmo tipo de deposição irregular e tão danosa quanto o entulho.

Mas o entulho surge não só da substituição de componentes pela reforma ou reconstrução. Muitas vezes é gerado por deficiências no processo construtivo: erros ou indefinições na elaboração dos projetos e na sua execução, má  qualidade dos materiais empregados, perdas na estocagem e no transporte. Estes desperdícios podem ser atenuados através do aperfeiçoamento dos controles sobre a realização das obras públicas e também através de trabalhos conjuntos com empresas e trabalhadores da construção civil, visando aperfeiçoar os métodos construtivos, reduzindo a produção de entulho e os desperdícios de material.

No Brasil, entretanto, o reaproveitamento do entulho é restrito, praticamente, à sua utilização como material para aterro e, em muito menor escala, à conservação de estradas de terra. A prefeitura de São Paulo, em 1991, implantou uma usina de reciclagem com capacidade para 100 t/hora, produzindo material utilizado como sub-base para pavimentação de vias secundárias, numa experiência pioneira no Hemisfério Sul.

Estima-se que a construção civil seja responsável por até 50% do uso de recursos naturais em nossa sociedade, dependendo da tecnologia utilizada. Sabe-se também que, na construção de um edifício, o transporte e a fabricação dos materiais representam aproximadamente 80% da energia gasta.

Diferentes Aplicações

As propriedades de certos resíduos ou materiais secundários possibilitam sua aplicação na construção civil de maneira abrangente, em substituição parcial ou total da matéria-prima utilizada como insumo convencional. No entanto, devem ser submetidos a uma avaliação do risco de contaminação ambiental que seu uso poderá ocasionar durante o ciclo de vida do material e após sua destinação final.

Grandes pedaços de concreto podem ser aplicados como material de contenção para prevenção de processos erosivos na orla marítima e das correntes, ou usado em projetos como desenvolvimento de recifes artificiais. O entulho triturado pode ser utilizado em pavimentação de estradas, enchimento de fundações de construção e aterro de vias de acesso.
Importante: em alguns países já há indicação das autoridades de saúde para cuidados a serem tomados quando da manipulação de asfalto, por existirem materiais potencialmente cancerígenos. É recomendado o uso de equipamento de proteção individual (EPI).

Resultados

Ambientais: Os principais resultados produzidos pela reciclagem do entulho são benefícios ambientais. A equação da qualidade de vida e da utilização não predatória dos recursos naturais é mais importante que a equação econômica. Os benefícios são conseguidos não só por se diminuir a deposição em locais inadequados (e suas conseqüências indesejáveis já  apresentadas) como também por minimizar a necessidade de extração de matéria-prima em jazidas, o que nem sempre é adequadamente fiscalizado. Reduz-se, ainda, a necessidade de destinação de  áreas públicas para a deposição dos resíduos.

Econômicos:As experiências indicam que é vantajoso também economicamente substituir a deposição irregular do entulho pela sua reciclagem. O custo para a administração municipal é de US$ 10 por metro cúbico clandestinamente depositado, aproximadamente, incluindo a correção da deposição e o controle de doenças. Estima-se que o custo da reciclagem significa cerca de 25% desses custos. A produção de agregados com base no entulho pode gerar economias de mais de 80% em relação aos preços dos agregados convencionais.

Redação Ambiente Brasil

 

Prédios públicos do Paraná seguirão soluções ecológicas

Por Fernanda Trisotto, publicado em Gazeta do Povo, 16/05/2012

Lei determina que novas construções tenham sistemas de aquecimento de água por energia solar e reaproveitamento de água de chuva, além de telhados ambientalmente corretos.

Todos os prédios públicos que forem construídos no Paraná deverão de seguir três regras para se tornarem ecologicamente corretos e sustentáveis. A Lei Estadual 17.084/2012, dos deputados Luiz Accorsi (PSDB) e Rasca Rodrigues (PV), determina que as novas obras tenham sistemas de aquecimento de água por energia solar e reaproveitamento de água de chuva, além de telhados ambientalmente corretos. A justificativa é que a medida vai gerar economia e trará ganhos ambientais aos municípios. A proposta foi publicada no Diário Oficial em março e ainda está sendo regulamentada pelo Poder Executivo.

Para o prefeito de Pira­quara, Gabriel Jorge Samaha, presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), a lei é interessante, mas para que sua aplicação seja eficaz deve haver um período de adaptação, já que existem projetos finalizados em fase de licitação ou com orçamento já definido.

Samaha considera que é possível fazer projetos que atendam a essas diretrizes daqui por diante, mesmo elevando o custo das obras. “O custo não é impeditivo. Ele é assimilável e as prefeituras vão acomodar o dinheiro necessário em função da previsão dessas obras”, defende.

Viabilidade

A arquiteta Cristiane Lacerda, vice-presidente comercial da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura no Paraná (AsBEA-PR), diz que a estratégia de o poder público dar o exemplo é interessante, porém os requisitos previstos na lei são poucos para apresentarem resultados efetivos. “Acho ingênuo aplicar indiscriminadamente sem avaliar se vale a pena o investimento e se o resultado vai ser significativo”, afirma.

Em relação ao resultado, Cristiane lembra que, para obter o selo de algum sistema de certificação, uma construção que tenha por meta economizar 20% de água e energia teria de adotar pelo menos 20 itens de sustentabilidade. Ela ressalta que algumas medidas simples, como o uso de lâmpadas eficientes e torneiras e descargas com controle de tempo, podem ser bastante eficazes e têm baixo custo. Por outro lado, a arquiteta ressalta que a tecnologia nem sempre se aplica ao contexto urbano. Em casos de insolação insuficiente, por exemplo, não é eficaz fazer a instalação de placas de energia solar.

Professor da Pontifícia Uni­­versidade Católica do Paraná (PUCPR) e da Universidade Positivo (UP), Bráulio Carollo trabalha com projetos para o poder público e ressalta que outros estados também contam com legislações semelhantes. “São políticas ambientais para que haja menos agressão. Têm a ver com eficiência energética, energia renovável, utilização de produtos mais compatíveis, como lâmpadas mais eficientes, sistemas modernos de ar-condicionado e projetos de arquitetura que promovam o aproveitamento da luz natural”, explica.

Normas

A Lei 17.084, de 13 de março de 2012, determina a obrigatoriedade de implantação de alguns sistemas que vão tornar as construções públicas mais ambientalmente corretas e sustentáveis. Confira os principais pontos previstos no texto:

- Exigências: depois da regulamentação da lei, todos os prédios públicos do estado do Paraná devem ter sistema de aquecimento de água por energia solar, aproveitamento de água de chuva e telhados verdes (com grama ou jardins plantados) ou com telhas metálicas claras, pintadas com tinta branca ou pigmentações especiais.

- Normas: Os materiais e as instalações devem respeitar as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e ter eficiência comprovada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

- Licitação: Todas as licitações devem mencionar, expressamente, a instalação desses sistemas.

- Exceção: Em caso de comprovação de inviabilidade técnica por um estudo profissional, não é preciso aplicar a lei para a construção do prédio em questão.

- Na prática: A regulamentação da lei será feita pelo Poder Executivo. Ainda não está especificado quem deve fiscalizar seu cumprimento e quais as sanções aplicáveis caso as determinações não sejam seguidas.

Experiência

Na Bahia, servidores fiscalizam consumo de água e energia

Para controlar os gastos com água e energia elétrica, além de mobilizar órgãos da administração pública estadual, o governo baiano criou o Programa de Racionalização do Consumo de Água e Energia nos Prédios Públicos. O consumo é monitorado por grupos de servidores, divididos em ecotimes, responsáveis por coletar os dados. A intenção do governo é criar uma cultura de preservação de recursos naturais, visando a garantir a autossustentabilidade, e reduzir ou eliminar desperdícios e perdas.

O estado ainda conta com o Programa de Qualidade das Obras Públicas da Bahia (Qualiobra), que padroniza rotinas de contratação, fiscalização e acompanhamento das obras. O programa se ocupa de implantar processos de qualificação, homologação e certificação de produtos e serviços. Além disso, todas as obras públicas da Bahia são geridas pela Superintendência de Construções Administrativas do estado (Sucab), que desde 1991 é o executor de obras públicas, com a incorporação dos projetos.

 

 

Artigo original: Blog do Macêdo – Arquitetura e Sustentabilidade | Prédios públicos do Paraná seguirão soluções ecológicas

 

USP desenvolve casa que une sustentabilidade e eficiência energética

Por Leandro Amatti, para Portal Energia, publicado em 09 de Maio de 2012

O Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP está montando, desde o final de 2010, uma casa eficiente, sustentável e inovadora, que funciona exclusivamente com energia solar, térmica e fotovoltaica. O projeto intitulado “Ekó House“ é um protótipo que combina elementos de tecnologia high-tech com soluções tradicionais de arquitetura e engenharia.

“A casa tem aproximadamente 47 metros quadrados (m²). Ela conta com cozinha, sala de jantar, sala de estar, banheiro e quarto. O ambiente é projetado para dar flexibilidade de uso. Com persianas e móveis o ambiente é alterado, aumentando a área social ou a área íntima”, explicou a Agência USP de Notícias, a mestranda em arquitetura Bruna Mayer de Souza, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), uma das integrantes da iniciativa.

O conceito da habitação se inspira na diversidade e na pluralidade da cultura brasileira. Segundo os responsáveis, a herança indígena é tomada como ponto de partida, como matriz do mosaico cultural que mantém uma unidade na identidade nacional. Daí que vem o nome “Ekó″, original da língua Tupi-Guarani, que significa “viver” ou “modo de viver”.

A equipe responsável pelo projeto é chamada de “Team Brasil” e é formada por estudantes e docentes de diversas áreas como: Arquitetura e Urbanismo, Engenharias Civil, Mecânica, Elétrica, Sanitária e Ambiental, Automação e Sistemas, e outras áreas como Design e Marketing.

A ideia é uma proposta brasileira que está concorrendo ao Solar Decathlon Europe 2012, uma competição internacional na qual 20 equipes, representando universidades de todo o mundo, projetam, constroem e colocam em funcionamento uma casa sustentável e com eficiência energética.

Solar Decathlon Europe

O prêmio é dividido em dez categorias que avaliam as inovações da casa, como sua capacidade de geração e eficiência energética, conforto, qualidade espacial e construtiva, entre outras.

A construção da casa é realizada localmente e, depois, ela é transportada para a zona da competição em Madrid, na Espanha, onde as residências devem ser montadas em um prazo de dez dias – e lá permanecem em exposição para o público, por um período de 17 dias.

“A casa será levada para Madrid parcialmente desmontada, em containers. A estrutura é feita de peças de cumaru e placas de OSB (oriented stranded board) que formam painéis. Esses painéis são preenchidos com lã de vidro para isolamento térmico. Como revestimento, são usadas placas cimentícias, e entre os painéis e as placas também é utilizado aerogel, um material fibroso de alta eficiência no isolamento térmico. Os painéis já irão prontos para Madri, com todas as suas camadas instaladas, inclusive com canos e fios, para lá serem apenas encaixados”, explicou Bruna.

07/05/2012, http://www.ecodesenvolvimento.org.br/

Artigo original: Blog do Macêdo – Arquitetura e Sustentabilidade | USP desenvolve casa que une sustentabilidade e eficiência energética

 

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