TETO - Arquitetura Sustentável

Árvore Solar é o destaque da design Vivien Muller

 

 
Peça une beleza e sustentabilidade/Fotos: Divulgação

Há algum tempo diversas pesquisas têm sido desenvolvidas pensando na melhor maneira de utilizar as placas de energia solar fotovoltaica. Esses equipamentos são capazes de captar a energia solar e transformá-la em energia elétrica, que pode ser armazenada e utilizada em inúmeras ocasiões. De grande utilidade e capaz de trazer benefícios práticos e ambientais, o design dessa placas nunca foi seu grande atrativo. Isso mudou com a criação da Árvore Solar (Solar Tree), desenvolvida pela design francesa Vivien Muller.

Com o formato de um bonsai, a árvore possui 54 células fotovoltaicas no lugar das folhas. Essas células captam a energia solar e transformam o objeto em uma bela opção para carregar os aparelhos eletroeletrônicos, como iPods e celulares. Os “galhos” são desmontáveis e podem ser armados de diferentes formas, variando de acordo com o gosto do dono ou a disposição do sol.

A árvore foi desenvolvida com o intuito de homenagear o processo de fotossíntese, e o melhor, não precisa de água. Uma excelente opção para aqueles que não se lembram de regar as plantas ou que se interessam por idéias capazes de unir design e sustentabilidade.

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Falta de investimento atrasa energia eólica nos EUA

A produção de energia eólica nos Estados Unidos, segundo maior produtor mundial de eletricidade gerada pelo vento, está sendo prejudicada pela falta de estrutura no seu sistema de distribuição da energia. Quem faz a afirmação é o governador do estado do Novo México, Bill Richardson, que compara o sistema norte-americano de distribuição de energia eólica ao de um país do terceiro mundo. Além dele, inúmeros políticos e produtores reclamam da escassez de recursos e investimentos para produção e ampliação das redes de distribuição da energia, que representa hoje, 1% de toda a eletricidade consumida no país.

Com o problema, o sonho da substituição dos recursos fósseis pelos renováveis fica ainda mais distante, apesar de todas as facilidades na captação da energia limpa. Sem a ampliação, a redes de distribuição estão congestionadas e algumas linhas de eletricidade regionais como a de Maple Ridge (Ohio) foram forçadas a encerrar sua produção, mesmo com a grande quantidade de ventos na região.

Segundo especialistas, o sistema de distribuição nos Estados Unidos foi concebido há mais de cem anos com o intuito de reduzir os apagões e distribuir a energia entre pequenas regiões. Assim os planos como o do estado de Nova York, de quintuplicar sua produção de energia eólica, tornam-se impossíveis.

Especialistas acreditam que produção de energia eólica pode chegar a fornecer até 20% de todo o consumo de energia norte-americano, porém a falta de uma proposta que vise ampliar estas redes de distribuição dificulta futuros projetos. Segundo Gabriel Alonso, chefe do departamento de desenvolvimento de energia eólica do estado do Horizona, algumas turbinas poderiam produzir 50% a mais de energia que as utilizadas atualmente. “Porém elas ainda não foram construídas porque não há como levar essa energia aos grandes centros”, afirma.

Em Washington, a limitação do sistema de distribuição de energia já é um velho conhecido dos políticos, porém pouco progresso foi feito na tentativa de solucionar o problema. Dados federais indicam que a produção cresce quatro vezes mais que o sistema de distribuição da energia e se houver qualquer intervenção nas linhas de distribuição, que são compartilhadas por inúmeras companhias, Estados e proprietários, esta se tornará motivo de grandes disputas.

“Sem o investimento do governo federal, que não estabelece bons mecanismos reguladores e que basicamente não toma posição quanto a nada, exceto ao que se refere a perfurações e combustíveis fósseis, a rede não foi modernizada, especialmente a da energia eólica”, diz Bill Richardson. Ele não é o único a discordar do descaso do governo dos EUA. Especialistas afirmam que caso não solucionem o problema da distribuição da energia, o uso efetivo do poder do vento em larga escala permanecerá sendo um sonho para muito americanos.

Com informações do NY Times.com

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Mini casas: um novo conceito em moradia sustentável

Pensando em reduzir os impactos ambientais causados por residências tradicionais e em evitar o acumulo de coisas inúteis que guardamos se guarda nos lares, o americano Jay Shafer construiu uma tiny house ou casa minúscula, de apenas 32m2. Jay, que criou seu primeiro projeto em 1997, acredita que mais que uma moradia, as tiny houses são um estilo de vida.

Essas estruturas de casa já fazem parte de um movimento que acredita que nem sempre “quanto maior, melhor”. Para Jay, que é dono de uma empresa construtora das mini-casas, a Tumbleweed, a decisão de morar em um espaço tão pequeno partiu de idéia sua idéia sobre os impactos que uma casa grande causaria ao meio ambiente. Outro fator decisivo foi a vontade de se desfazer de espaços que não eram e que nunca seriam utilizados. “Minhas casas se encaixaram em todas as minhas necessidades domésticas sem precisar de muito para sua manutenção”, diz ele.

Dessa forma, aqueles que resolvem aderir ao movimento consideram que as casas devem ser menores e adaptadas às reais necessidades da família, sem desperdícios e espaços mal utilizados. “Os adeptos usam uma praça da cidade como seu jardim, usam bancos nas ruas como sala de leitura, encontram-se com os amigos em bares, cafés. As tranqueiras que costumam ocupar um único cômodo numa casa, por exemplo, deixam de existir. Passam a não juntar inutilidades e aprendem a abrir mão de roupas, utensílios, CDs, DVDs e livros que não vão usar mais”, analisa a blogueira Caroline Rodrigues, que já pensa em aderir ao movimento.

Foto: The Olympian

Outra vantagem das tiny houses é o seu baixo custo. Com $10.000 é possível construir uma casa de 28m2. Quem fez isso foi a jornalista americana Dee Williams, que ainda utilizou materiais reciclados e instalou painel solar e banheiro orgânico na mini residência, diminuindo ainda mais seus impactos ao meio ambiente. Os custos de manutenção dessas casas também são muito baixos. Dee afirma gastar apenas $6 por mês com eletricidade. “Tudo por uma vida mais simples, com mais tempo e dinheiro. Eu não tenho uma hipoteca nem grandes contas a pagar”, afirma.

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Edifícios brasileiros nos padrões do LEED

 

O LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é um sistema que estipula padrões para a construção civil se tornar sustentável. O objetivo é de incorporar e acelerar o uso de práticas benéficas ao ambiente sócio-ambiental, além de desenvolver e implantar estas ações em escala mundial. Ele foi desenvolvido pela consultora norte-americana USGBC (U. S. Green Building Council) e hoje é mundialmente aceito para construção dos chamados “Edifícios Verdes”.
No Brasil o LEED começou em 28 de janeiro de 2008 através do GBC Brasil (Green Building Council Brasil), uma organização sem fins lucrativos. Ela é a entidade responsável pela incorporação e a adaptações dos seus critérios para a realidade brasileira. Segundo Wanick Thassanee, presidenta do conselho deliberativo do capítulo brasileiro do conselho de prédios verdes (GBC Brasil), foi criado um comitê LEED [no Brasil] com mais de 60 especialistas do país inteiro para propor uma regionalização da certificação. “São pessoas de todas as regiões do Brasil de todas as faculdades”, afirma.

O LEED é orientado para engenheiros, arquitetos, design de interiores, oficiais do governo e todos que estejam envolvidos na construção de empreendimentos e querem incorporar técnicas sustentáveis. Para obter a certificação é necessário seguir uma série de pré-requisitos. Estes são avaliados pelo GBC Brasil e USGBC que avaliam as necessidades de cada construção. A certificação é concluída após o fim das obras e a confirmação de que os pré-requisitos foram atendidos.

As classificações variam entre:

  • Certificado: 26-32 pontos
  • Prata: 33-38 pontos
  • Ouro: 39-51 pontos
  • Platina: 52-69 pontos

 

As pontuações do LEED são divididas nos seguintes grupos:

  • Sustentabilidade da localização
  • Eficiência no uso da água
  • Eficiência energética e os cuidados com as emissões para a atmosfera.
  • Materials & Resources – otimização dos materiais e recursos naturais a serem utilizados na construção e operação da edificação.
  • Qualidade dos ambientes internos da edificação
  • Inovações empregadas no projeto da edificação

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ADEMI rumo aos edifícios verdes

 

Foto: fulviobpm

Os imóveis e sociedade são responsáveis por mais de 40% das emissões de gases de efeito estufa em nossa atmosfera. A comunidade mundial já cobra ações energéticas para que estes níveis de poluentes diminuam e que se tomem medidas responsáveis para que haja um desenvolvimento sustentável.

Aqui no Brasil, a ADEMI (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário) entrou nessa campanha. A associação agora trabalha em parceria com o GBC Brasil (Green Building Council Brasil), organização sem fins lucrativos com a missão de fomentar o desenvolvimento da indústria nacional da construção civil com foco na sustentabilidade sócio-ambiental.

A entidade é estruturada a partir da união de organizações de diversos segmentos, a fim de estimular e conduzir o uso de práticas de desenvolvimento sustentável por parte das empreiteiras. As soluções serão embasadas no mercado e disseminadas para toda a sociedade.

O GBC Brasil é membro do World Green Building Council, entidade supranacional que tem como objetivo incentivar a criação de conselhos nacionais para então estimular e promover mundialmente a adoção de tecnologias, práticas e operações sustentáveis na construção civil.

A entidade representa e promove o sistema de certificação LEED no Brasil, bem como desenvolve iniciativas integradas para facilitar a busca pela certificação. A aplicação do termo Green Building a uma construção deve ser submetida a protocolos de certificação que comprovem seu desempenho e sua concordância com metas rígidas e claras.

Entre seus membros fundadores, incluem-se a Rossi Residencial, Cyrela, Método Engenharia e Tishman Speyer, entre outras.

Artigo original: Notícias | ADEMI rumo aos “edifícios verdes”

 

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