TETO - Arquitetura Sustentável

China vai construir uma cidade do tamanho do RJ e SP por ano até 2033

 

No último século, a população da Terra teve um crescimento absurdo. Quintuplicou e chegamos aos 7 bilhões de habitantes. Mas será que tem espaço para todo esse mundaréu de gente morar com dignidade?

 

Começou esta semana a “Rio+20″, a Conferência da Organização das Nações Unidas, que está discutindo os rumos do nosso planeta. E um dos principais temas é a moradia. No último século, a população da Terra teve um crescimento absurdo. Quintuplicou e chegamos aos 7 bilhões de habitantes. Mas será que tem espaço para todo esse mundaréu de gente morar com dignidade, sem destruir o meio ambiente?

Metade da população do mundo vive nas cidades. Até 2040, seremos 70% nas áreas urbanas. Quando concentramos gente, precisamos criar infraestrutura, água, esgoto, energia, habitação digna.

Na maioria dos países, urbanização e favelização andam juntas. O órgão das Nações Unidas para habitação calcula que 4 de cada dez famílias que vivem nas cidades do planeta, estão em barracos, sem água, sem esgoto e sem acesso a serviços básicos. Na África, o numero de favelados dobrou nos últimos 15 anos, já são 200 milhões, mais do que o total da população brasileira vivendo em condições que fazem as comunidades pobres do Brasil parecer classe média.

O Fantástico foi a Luanda, capital de Angola. Há apenas 10 anos, o país saiu da guerra civil, que deixou 500 milhões de mortos. Metade da população tem até 15 anos. É uma terra de jovens e de nova prosperidade. O petróleo garante exportações e dinheiro para uma modernização mais do que esperada.E cheia de contradições.

Enquanto ergue arranha-céus, o povo que fala português ainda tem o comércio nas ruas. Não há lojas, nem supermercados. É na calçada que Teresa vende a mercadoria trazida de São Paulo, Brasil. Ela é sacoleira transcontinental, mas sonha mais! “Meu sonho é ter uma boutique famosa que aparece na TV”, conta Teresa Miguel Zenguele, comerciante.

O casal gasta 30% da renda pagando escola particular para os dois filhos. O ensino público não alcança a todos e é de baixa qualidade. “Quando se tem um filho a gente investe na educação, pra depois a gente ficar sentado e ver que valeu a pena”, conta Zinga Zenguele, jornalista.

“Ver o filho formado, ser alguém na sociedade”, completa Teresa.

A casa foi construída por eles. se mudaram antes do acabamento para fugir do aluguel, que chega a R$ 5 mil por mês num apartamento de dois quartos. Por causa da especulação do petróleo, Luanda é uma das cidades mais caras do mundo. E sem infraestrutura.

Na casa de Teresa e Zinga, a energia vem de um gerador próprio, movido a óleo. E isso é a classe média. Em Luanda, sete em cada dez, moram em favelas. Mas no subúrbio, uma cidade está sendo erguida na savana. Ainda parece uma cidade fantasma, mas é o maior projeto habitacional da África. Uma cidade para 100 mil habitantes.

Kilamba sai do projeto completa. Vai ter comércio formal, escolas, até uma universidade. Tudo financiado pelo governo, com juros mais baixos. “Porque não é todos os dias que estamos envolvidos num projeto dessa dimensão. Começar uma cidade do zero”, diz Joaquim Israel, administrador.

A construtora é chinesa, e trouxe de lá a maior parte da mão de obra. Quando Angola precisa tanto de empregos.

Com toda a falta de energia e água, o país está perdendo a oportunidade de resolver o problema habitacional de maneira sustentável. Aqui não há sequer aquecimento solar para água.

“Porque a ansiedade das pessoas de quererem ter rapidamente casa, faz com que também se cometam alguns erros de percurso”, observa Carlos do Rosado, economista.
Mas eles acertaram construindo prédios e concentrando as pessoas na cidade.

O modelo da cidade sustentável é a selva de pedra. Quanto mais concentrada a população, menos recursos são necessários para instalar e manter a infraestrutura.

Na cidade de arranha-céus, encanamentos, estradas, linhas elétricas chegam a mais gente percorrendo menos distância.

Nisso, Nova York é exemplo. “Manhattan, com sua grande densidade, faz o certo”, diz a diretora do programa das Nações Unidas para Habitação. Mas estamos perdendo isso com a criação de subúrbios, nada sustentáveis. Como Los Angeles, do outro lado do país. Não por acaso, muito poluída. A megacidade espalhada obriga as pessoas a percorrer grandes distâncias de carro.

Do outro lado do planeta, na China, o país que passa pelo maior processo de transferência de gente do campo para a cidade da história da humanidade. Hoje são 750 milhões de chineses nas cidades. Até 2030, serão um bilhão.

Tianjin, a 100 quilômetros de Pequim, tem 11 milhões de habitantes. Sob um céu de chumbo, carregado de poluição, sobe uma cidade ecológica. Tem tudo: escolas, prédios de escritório, shopping centers.

Os moradores vão gastar 40% menos em energia e água do que em prédios normais. E ainda vão gerar 20% da eletricidade que consumirem. Prédio com telhados cobertos por paineis solares. Não há um prédio que não seja coberto de painéis solares.

Ao longo da avenida de acesso, uma usina completa. E turbinas eólicas, que jogam energia para carregar os ônibus elétricos. Sobre cada poste, uma placa solar e uma miniturbina.

E essa é uma solução bem esperta. Porque no inverno os dias são geralmente bem nublados. E aí não dá pra depender da energia solar. Em compensação, em dias assim, tem vento de sobra.

Até um parque está sendo feito. Dentro de três anos, a ecocity estará como na maquete: 500 mil pessoas vivendo e trabalhando no local.

O responsável pelo projeto explica que algumas tecnologias são mais caras do que nas construções convencionais, mas o custo de manutenção menor vai compensar.

E essa é só a primeira de 500 cidades ecológicas que o governo chinês pretende construir nos próximos anos. E assim diminuir o impacto do seu imenso projeto habitacional. A China, nos próximos 20 anos, vai construir 10 milhões de moradias por ano. É como construir a cada ano uma cidade do tamanho do Rio e outra do tamanho de São Paulo.

De volta aos Estados Unidos, agora em Tulsa, no Novo México.

No meio do deserto, uma sociedade alternativa que gosta de ser chamada de hippie chique.
São 70 casas, que não tiram nem energia, nem água da rede. Construtor e morador, Ron é um empolgado pelo projeto.

“Não gastamos um tostão. Quando a casa fica pronta, não temos conta de água ou luz para pagar. As casas usam materiais pouco convencionais. As paredes da estrutura são feitas de pneus empilhados e barro. As outras têm latinhas e garrafas de todos os tipos em vez de tijolos. Os fundos das casas são aterrados, para conservar a temperatura e todos os cômodos ficam de frente para o sol.

Ele explica que no inverno o sol fica mais baixo no horizonte e penetra até o fundo da casa, aquecendo. Mas no verão fica mais alto, então a casa recebe menos calor. E se ficar quente demais, há um sistema de ar condicionado natural. O ar é capturado lá fora, passa dez metros pela tubulação enterrada sai geladinho.

Eles não abrem mão dos eletrodomésticos, que são tocados a energia solar ou eólica. Lavadora de roupa e secadora. Mas isso gasta muita energia, principalmente a secadora. Ele explica que a tecnologia é a solução. Computadores controlam o uso de água e energia, evitando desperdício.

Um casal se aposentou e foi pra lá. Diz que lá o dinheiro rende mais, porque não tem contas a pagar. E no meio do deserto, cultiva uma pequena horta, dentro de casa.

A casa modelo é a do criador do projeto, Michael Reynolds. Porque teve a petulância de propor fazer casas com lixo, nos anos 70, teve sua licença de arquiteto cassada. Mas ela foi devolvida, e com honras, quando a sustentabilidade deixou de ser moda e passou a ser necessidade.

Ele vai um passo à frente. Ele quer provar que a casa pode ser auto-suficiente também em alimentos, cultiva uvas, bananas e verduras, tomate direto do pé.

Há flores por toda parte e uma garoa artificial. O mais incrível é que tanto a horta-jardim quanto a fonte, onde são criados os peixes, são, na verdade, o sistema de tratamento de esgoto da casa. A água usada, primeiro passa por um filtro bem artesanal, feito basicamente com pedras e areia. Depois vai para o jardim, onde o esgoto ajuda a alimentar as plantas. Passa pela fonte e está limpa o suficiente para voltar para o sistema, onde é usada para a descarga dos banheiros. E é esse ciclo interminável que permite que uma casa dessas no meio do deserto possa ser auto-suficiente em água apenas com as chuvas.

O visionário agora quer fazer as casas sustentáveis em escala, massificar a produção e mostrar que é possível construir uma cidade inteira sem infraestrutura super cara.

Criatividade e tecnologia podem fazer a família humana morar bem, desfrutar de todos os confortos e garantir um futuro sustentável.

Consumo sustentável e a obsolescência programada

Enviado por luisnassif, sab, 16/06/2012 – 15:32

Por Assis Ribeiro

Da Carta Maior

Produção e consumo sustentáveis: pelo fim da obsolescência programada

A Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong) e o Insituto de Defesa do Consumiodor (Idec) promovem dia 22 de junho, às 13h, um debate na Cúpula dos Povos sobre “Produção e consumo sustentáveis: pelo fim da obsolescência programada”. Além do debate, será exibido o documentário “Comprar, tirar, comprar – The Light Bulb Conspiracy”, da diretora Cosima Dannoritzer.

Apesar de todo o avanço tecnológico, que resultou na criação de uma diversidade de materiais disponíveis para produção e consumo, por que hoje nossos eletrodomésticos são piores, em questão de durabilidade, do que há 50 anos? Os produtos são fáceis de comprar, mas são desenhados para não durar, e o consumidor sofre para dar a eles uma destinação final adequada. Esta realidade e as medidas concretas que governos e empresas precisam implementar para mudá-la estarão em debate no evento “Produção e consumo sustentáveis: pelo fim da obsolescência programada”.

A atividade, organizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec e pela Abong, acontece em 22/6, das 13h às 15h, na Tenda Ágora Ambiental (no Museu da República), como parte da programação da Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental. Além do debate, será exibido o documentário “Comprar, tirar, comprar – The Light Bulb Conspiracy”, da diretora Cosima Dannoritzer. O filme conta a história de como a indústria tem trabalhado nos últimos 100 anos para promover o aumento do consumo com a oferta de produtos de qualidade inferior (veja vídeo acima).

Para a pesquisadora do Idec, Adriana Charoux, o evento tem como objetivo organizar uma frente da sociedade civil para pressionar a mudança dos padrões de produção e consumo, de forma a diminuir o descarte desnecessário de toneladas de lixo eletrônico e tóxico no planeta – exigência esta que está descrita na Plataforma dos Consumidores pelo Consumo Sustentável para a Rio+20. “As empresas precisam assumir sua responsabilidade dentro da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, enfatiza Charoux.

Ressalte-se que a humanidade já está consumindo 30% a mais do que o Planeta é capaz de repor e temos que reduzir em até 40% as emissões de gases de efeito estufa para que a temperatura não suba mais do que 2ºC. Diante da necessidade de promover uma revolução nos padrões de produção e consumo, é preciso que o Estado regule, fiscalize e induza estes novos padrões e que as empresas tenham transparência, garantindo ao consumidor acesso à informação e assumam a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos, visando o desenho adequado dos produtos e suas embalagens e o fim da obsolescência programada.

Veja a matéria no vídeo abaixo:

 

Asfaltos ecológicos ganham força na Europa

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Asfaltos ecológicos estão em alta na Europa / Foto: Agência EFE

Cada vez mais cidades em todo mundo aderem à soluções que buscam reduzir as emissões de gases tóxicos à atmosfera. A “estrada verde” é uma destas soluções que estão em forte evidência na Europa.

A capital espanhola, Madri, entrou na onda e fez seu primeiro teste com o noxer, um óxido de titânio que absorve a fumaça dos tubos de descargas dos automóveis. Ele funciona como um fotocatalizador que utiliza a luz do sol para reter no asfalto os óxidos de nitrogênio, tão nocivos ao ser humano.

Blocos de noxer pavimentaram diversas cidades no Japão e o primeiro teste foi realizado em Osaka,no ano de 1997. Outras cidades européias como Londres, Paris e Milão também já usaram o produto em caráter experimental. Madri é a primeira cidade espanhola a provar suas qualidades. De acordo com cientistas, onoxer é capaz de absorver 90% das impurezas dos automóveis em dias de sol forte. Quando nublado, é capaz de reter até 70%.

Como funciona

A capa de noxer é aplicada sobre o asfalto e entra em ação quando está em contato com raios ultravioletas. Seu efeito permite que os gases emitidos pelos automóveis sofram uma reação química e fiquem presos na superfície do asfalto.
Basta uma chuva ou lavagens das ruas para limpar os resíduos dos gases fazendo que eles descem pelo esgoto e não subam para atmosfera. Em seguida, o noxer já está pronto para funcionar em sua potência máxima.

Minimizar o ruído

Além de evitar as emissões de gases, os espanhóis querem também diminuir a poluição sonora das ruas. Uma mescla de asfalto com a borracha de aproximadamente 41 mil pneus reciclados garantirá a redução de três a cinco decibéis do nível de barulho produzidos pelos automóveis. Desde 2003, já foram instalados um milhão de metros quadrados de asfalto anti-ruído.

Segundo a prefeitura de Madrid, as atualizações no sistema de pavimentação não só determinou a modernização das ruas e calçadas como também permitiu que a cidade agora tenha asfaltos mais sustentáveis, o que é melhor para o meio ambiente e principalmente para seus cidadãos.

Artigo original: Notícias | Asfaltos ecológicos ganham força na Europa

 

Árvore Solar é o destaque da design Vivien Muller

 

 
Peça une beleza e sustentabilidade/Fotos: Divulgação

Há algum tempo diversas pesquisas têm sido desenvolvidas pensando na melhor maneira de utilizar as placas de energia solar fotovoltaica. Esses equipamentos são capazes de captar a energia solar e transformá-la em energia elétrica, que pode ser armazenada e utilizada em inúmeras ocasiões. De grande utilidade e capaz de trazer benefícios práticos e ambientais, o design dessa placas nunca foi seu grande atrativo. Isso mudou com a criação da Árvore Solar (Solar Tree), desenvolvida pela design francesa Vivien Muller.

Com o formato de um bonsai, a árvore possui 54 células fotovoltaicas no lugar das folhas. Essas células captam a energia solar e transformam o objeto em uma bela opção para carregar os aparelhos eletroeletrônicos, como iPods e celulares. Os “galhos” são desmontáveis e podem ser armados de diferentes formas, variando de acordo com o gosto do dono ou a disposição do sol.

A árvore foi desenvolvida com o intuito de homenagear o processo de fotossíntese, e o melhor, não precisa de água. Uma excelente opção para aqueles que não se lembram de regar as plantas ou que se interessam por idéias capazes de unir design e sustentabilidade.

Artigo original: Notícias | Árvore Solar é o destaque da design Vivien Muller

 

Falta de investimento atrasa energia eólica nos EUA

A produção de energia eólica nos Estados Unidos, segundo maior produtor mundial de eletricidade gerada pelo vento, está sendo prejudicada pela falta de estrutura no seu sistema de distribuição da energia. Quem faz a afirmação é o governador do estado do Novo México, Bill Richardson, que compara o sistema norte-americano de distribuição de energia eólica ao de um país do terceiro mundo. Além dele, inúmeros políticos e produtores reclamam da escassez de recursos e investimentos para produção e ampliação das redes de distribuição da energia, que representa hoje, 1% de toda a eletricidade consumida no país.

Com o problema, o sonho da substituição dos recursos fósseis pelos renováveis fica ainda mais distante, apesar de todas as facilidades na captação da energia limpa. Sem a ampliação, a redes de distribuição estão congestionadas e algumas linhas de eletricidade regionais como a de Maple Ridge (Ohio) foram forçadas a encerrar sua produção, mesmo com a grande quantidade de ventos na região.

Segundo especialistas, o sistema de distribuição nos Estados Unidos foi concebido há mais de cem anos com o intuito de reduzir os apagões e distribuir a energia entre pequenas regiões. Assim os planos como o do estado de Nova York, de quintuplicar sua produção de energia eólica, tornam-se impossíveis.

Especialistas acreditam que produção de energia eólica pode chegar a fornecer até 20% de todo o consumo de energia norte-americano, porém a falta de uma proposta que vise ampliar estas redes de distribuição dificulta futuros projetos. Segundo Gabriel Alonso, chefe do departamento de desenvolvimento de energia eólica do estado do Horizona, algumas turbinas poderiam produzir 50% a mais de energia que as utilizadas atualmente. “Porém elas ainda não foram construídas porque não há como levar essa energia aos grandes centros”, afirma.

Em Washington, a limitação do sistema de distribuição de energia já é um velho conhecido dos políticos, porém pouco progresso foi feito na tentativa de solucionar o problema. Dados federais indicam que a produção cresce quatro vezes mais que o sistema de distribuição da energia e se houver qualquer intervenção nas linhas de distribuição, que são compartilhadas por inúmeras companhias, Estados e proprietários, esta se tornará motivo de grandes disputas.

“Sem o investimento do governo federal, que não estabelece bons mecanismos reguladores e que basicamente não toma posição quanto a nada, exceto ao que se refere a perfurações e combustíveis fósseis, a rede não foi modernizada, especialmente a da energia eólica”, diz Bill Richardson. Ele não é o único a discordar do descaso do governo dos EUA. Especialistas afirmam que caso não solucionem o problema da distribuição da energia, o uso efetivo do poder do vento em larga escala permanecerá sendo um sonho para muito americanos.

Com informações do NY Times.com

Artigo original: Notícias | Falta de investimento atrasa energia eólica nos EUA

 

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