TETO - Arquitetura Sustentável

Energias renováveis totalizam 13% do consumo mundial

Artigo original: Engenharia e Arquitetura | Energias renováveis totalizam 13% do consumo mundial

eolicas_marO Painel Intergovernamental para Mudança Climática, o IPCC, na sigla em inglês, divulgou nesta segunda-feira um relatório sobre o uso de energias renováveis no mundo. A fatia fica em torno dos 13% do total usado no planeta.

Parece muito, mas retiradas da equação biomassa e hidrelétrica, o percentual cai para minúsculos 0,5%. No país da polêmica usina de Belo Monte, todos conhecem os benefícios e também os potenciais problemas da expansão hidrelétrica.

Já a biomassa, o próprio IPCC admite que em vários países pobres e em desenvolvimento não passa da velha e boa lenha usada no fogão e no aquecimento. Difícil argumentar que em comunidades em que faltam serviços básicos possa haver grande preocupação em repor as árvores usadas, como seria pré-requisito para uma energia veramente renovável.

Isso sem contar com a eficiência dessa queima de biomassa, baixíssima e ainda poluente.

Crescimento acelerado

Em outras palavras, a fatia correspondente às energias mais frequentemente associadas à redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa – solar, eólica e geotérmica – ainda é ínfima. Mas ela vem crescendo, e muito.

O documento diz que nos últimos dois anos, a geração de energia solar e dos ventos cresceu entre 30% e 50% por ano. E que em 2009, renováveis, principalmente vento e solar, responderam por quase metade do crescimento na produção de energia global.

Na superindustrializada Alemanha, segundo maior exportador do mundo e que recentemente bateu recorde, as energias renováveis já são 17% do total, graças a incentivos cada vez maiores do governo.

A China é um dos principais responsáveis pelo crescimento da produção de energia renovável nos últimos anos, mais do que duplicando a sua capacidade eólica desde 2008, também na esteira de investimentos do governo.

Em tempos de discussão sobre os prós e contras de uma retomada da expansão da energia nuclear, o relatório do IPCC diz ainda que na maioria dos mais de 160 cenários científicos estudados, energias renováveis serão mais eficientes do que a nuclear para reduzir emissões até 2050.

A conclusão é que todas são energias de baixo carbono, mas algumas são mais renováveis que as outras.

Da BBC Brasil

Lixo é matéria-prima

Artigo original: Engenharia e Arquitetura | Lixo é matéria-prima

Brasília – A reciclagem de resíduos sólidos movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Tudo que é descartado pode se transformar em matéria-prima para a indústria por meio de uma correta coleta seletiva do lixo.

Para o coordenador do Núcleo de Educação Ambiental do Prevfogo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Genebaldo Freire, a coleta seletiva pressupõe um planejamento rigoroso e o contato com as cooperativas de catadores, para que todos saibam o que será aproveitado e qual será o encaminhamento adequado para vidros, pilhas, baterias, plástico e metal.

“Em muitos lugares o processo está acontecendo de uma forma natural, tanto que não usamos mais o termo lixo, porque é sinônimo do que não presta. Usamos resíduos sólidos, porque significa matéria-prima a ser reaproveitada. Lixo não existe.”

O interesse pela reciclagem de pneus e eletroetrônicos tem aumentado no país. O tempo médio de utilização de computadores e impressoras, por exemplo, é cinco anos. Para as geladeiras e os fogões, algumas empresas já se especializam na coleta, desmotagem e encaminhamento para as usinas de reciclagem.

A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Fernanda Daltro, diz que este é um dos pontos que está sendo discutido com os setores envolvidos. “Nós temos alguns programas voluntários, como o das operadoras de celulares. Estamos pensando em mecanismos de comunicação para o consumidor saber onde deve devolver os aparelhos e equipamentos.”

Para Severino Lima Júnior, do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, é possível ganhar dinheiro com o material reciclado embora existam alguns problemas. “As cooperativas bem organizadas conseguem um bom preço. No Nordeste, por exemplo, tem poucas indústrias e por isso a garrafa PET é vendida a R$ 0,80. Em São Paulo o preço é R$ 1,30.”

Um estudo feito pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) mostra que o ganho médio do catador é 1,5 salário mínimo nas regiões Sudeste e Sul e um salário mínimo nas demais regiões.

Joel Carneiro é catador há 20 anos e trabalha no Aterro Sanitário de Brasília. Segundo ele, dá para viver de reciclagem. Carneiro também faz parte de uma cooperativa, o que tem facilitado e proporcionado parcerias com o empresariado.

Atualmente é possível transformar até o resíduo hospitalar. O Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná instalou um equipamento, o Newster 10, que trata os resíduos através de trituração e esterilização. Depois de meia hora em funcionamento , e de um resfriamento feito com a ajuda de água, os resíduos saem prontos para voltar à natureza sem comprometer o meio ambiente.

“Estamos facilitando a estrutura hospitalar”, explica o médico José Lazarotto de Mello  e Souza. A máquina transforma em lixo comum os materiais para diálise, como placas e tubos, e até mesmo os de laboratório, como caixas para cultura de micróbios.

Da Agência Brasil

Conselho empresarial e governo pelo desenvolvimento sustentável

Artigo original: Engenharia e Arquitetura | Conselho empresarial e governo pelo desenvolvimento sustentável

conselho_sustentabilidadeBrasília – Um conselho formado por lideranças empresariais que, juntas, são responsáveis pela metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país (Em 2010, o PIB foi R$ 3,675 trilhões) vai auxiliar o governo a elaborar ações em favor de um desenvolvimento sustentável. Dessa forma pretende colaborar para que o Brasil vire referência na chamada economia verde.

O novo grupo nasceu hoje (6) durante reunião do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) – formado por 56 empresas – com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ele será constituído inicialmente pelos presidentes dessas empresas, que terão canal direto com o Ministério do Meio Ambiente e outros órgãos do governo federal.

“Não queremos limitar a questão da sustentabilidade à pasta do Meio Ambiente porque é um tema que precisa ser trabalhado de forma transversal, envolvendo também outros ministérios”, disse a presidenta do CEBDS, Marina Grossi, à Agência Brasil. A pedido da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, outros presidentes de empresas, além das ligadas ao CEBDS, poderão ser integrados ao Conselho de Lideranças em Sustentabilidade, a pretexto de “estreitar o diálogo entre setores”.

Na reunião de hoje, o novo conselho – que se reunirá a cada três meses – teve a adesão de 17 dos 56 presidentes das empresas associadas ao CEBDS. Entre as propostas já apresentadas está a de divulgar e valorizar a importância do consumidor para a sustentabilidade, quando opta por consumir produtos sustentáveis. Temas como o Plano Nacional de Resíduos Sólidos também deverão ser largamente debatidos pelo conselho.

Antes da reunião, a ministra Izabella Teixeira citou algumas vantagens que o Brasil tem para alcançar o posto de referência na economia verde. “Somos o país com mais vantagens competitivas. Temos várias iniciativas na área de economia verde e uma matriz energética limpa”, disse. “Temos, também, mecanismos de ativos em torno da biodiversidade das florestas, políticas de mudanças climáticas inovadoras e competitivas, possibilidades de avançar com padrões novos de produção e consumo sustentáveis e de avançar nos ativos de conservação da biodiversidade”, completou.

A presidenta do CEBDS, Marina Grossi, disse que “a interlocução e diálogo [dos empresários] com o governo visa a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, marcada para o ano que vem no Rio de Janeiro) e, também, colocar o Brasil em posição mais competitiva nos próximos 20 anos”. Ela também entende que o país pode ter uma posição de liderança na área de desenvolvimento sustentável no mundo. “Queremos meios para o Brasil se posicionar como liderança verde mundial, e a conversa com o governo serve para acelerar a agenda.”, afirmou.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Certificação de Sustentabilidade para prédios da UCN Açu

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Rio de Janeiro – O projeto da Unidade de Construção Naval (UCN) da OSX, empresa do setor naval offshore do Grupo EBX, no Complexo Industrial do Superporto do Açu, prevê metas sustentáveis de engenharia para construção e utilização de suas instalações. Os três prédios administrativos do empreendimento – edifício central, refeitório e centro de treinamento – estão sendo planejados já de acordo com requisitos que visam à obtenção da certificação de Liderança em Energia e Design Ambiental (LEED, na sigla em inglês).

A modalidade Multiple Building dessa certificação é inédita no Brasil e é exatamente nessa categoria que a OSX visa ser qualificada, pois ela se refere à certificação conjunta de prédios de um mesmo empreendimento.

A certificação LEED é oferecida pelo Conselho Americano de Construção Sustentável, que promove as chamadas práticas “verdes” de engenharia. Para ser certificado, o projeto da OSX deve adotar e cumprir estratégias que vão desde a busca por eficiência energética, passando pela economia de água, melhoria do ambiente interno e redução das emissões de CO2. Além da inerente preocupação com o meio ambiente, a iniciativa trará benefícios para o empreendimento, como economia de 30% a 35% no consumo energético total e melhoria do gerenciamento de riscos. As obras de construção do estaleiro estão previstas para começar ainda neste semestre e devem ser concluídas em dois anos.

Revista Fator

Governo quer aumentar controle sobre repasses obrigatórios

Artigo original: Engenharia e Arquitetura | Governo quer aumentar controle sobre repasses obrigatórios

Brasília – O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, informou hoje (4) que está em discussão no governo um decreto que amplia o controle sobre os recursos de transferência obrigatória, ou seja, dinheiro que é repassado fundo a fundo como no caso da saúde e da educação. Segundo Hage, as medidas propostas no decreto podem dar mais transparência ao repasse dos recursos.

Hoje, esse dinheiro passa por várias contas antes de chegar ao destinatário final. Segundo o ministro, isso dificulta o rastreamento do recurso na hora da fiscalização e também possibilita mais brechas para irregularidades.

Uma das mudanças propostas, segundo Hage, é colocar o dinheiro em uma conta específica para que seja possível um maior controle sobre ele.

O ministro participa de audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados para esclarecer denúncias de irregularidades, divulgadas na imprensa, nas áreas da saúde e da educação. As duas áreas representaram 30% dos recursos federais repassados a estados e municípios no ano passado.

Agência Brasil

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